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Para Conquistar Sofia
Encontra meu carinho nas paredes da casa
Não sei se é de propósito
mas ela faz óbvia sua auto-suficiência
E eu a detesto.
Não sei como consegue olhar
Dessa maneira as estrelas paradas
Alcança o firmamento escuro da noite
E pisa contente sem saber
Que eu a admiro profundamente.
Ela é tão linda que me confunde
É tão branca que parece congelada
Com seus pés descalços na minha vida monótona
Ela não precisa de ninguém.
Me observa com uma curiosidade fria
E demonstra cuidado cirúrgico
Na sua ciência
Que me estuda as emoções frágeis
Tão bobo e pesado nesse chão convencional!
Ela chega perto quando chego em casa
De um jeito que me faz pensar ser necessário
E fazer parte do seu mundo tão melhor
Assim, eu a abraço
me agasalho no seu calor egoísta
A sorrir entre espirros.
É um demônio tão doce
E eu a alimento por fazer questão
Do seu jeito de andar traiçoeiramente
feminino
e felino.
Oh, minha gata vira-lata
Minha linda que acharia graça
Ao saber que a considero minha.
3 Comentários até o momento
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Eu custo a encontrar palavra pra falar o tanto q ta bonito e foda isso.
Comentário por otavioC dezembro 16, 2010 @ 2:45 pmA autosuficiência dos gatos chega a ser irritante. Se não fosse a sua Sòfie, eu diria que seu amor é inútil para esse “demônio tão doce”.
Comentário por Pablo dezembro 16, 2010 @ 3:04 pmLindo poema, Pedrito.
Muito bom! Retrata bem a dócil Sofia. É como se fosse autismo forçado, saca?
Comentário por Gabriel dezembro 27, 2010 @ 2:24 am